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Como foram feitas as flechas medievais:

 

A flecha

A primeira parte é fazer a haste da flecha. A melhor´técnica é achar uma arvore com filamentos bem retos, cortá-la, retirar partes bem retas e de 3 pés de comprimento (um metro) - tábuas, que serão cortadas em ripas de mais ou menos uma polegada de espessura. Aí você começa a trabalhar os cantos, raspando os cantos fora, de um quadrado você tem um octógono, e assim vai trabalhando os cantos, cada canto de uma vez para ter um no fim uma vareta homogênea e redonda, vaia trabalhando em circulo, não tente retirar de um lado muito e pensar que você irá conseguir compensar de pois, isso nunca funciona. Desta forma você consegue reduzir devagar o diâmetro da flecha conforme a sua necessidade. Quanto mais fina a flecha mais mole ela fica.

A outra possibilidade é usar um torno, isso torna o trabalho muito mais fácil.

Para as suas primeiras flechas você pode usar madeira de construção, aquela bem simples. Ela tem uma desvantagem que seus filamentos (fibra) não são muito retos e isso traz uma fraqueza nas flechas.

Para o acabamento você pode usar uma lixa.

Nocks (rabeiras)

Os arcos do Mary Rose eram reforçados com marfim. em vez de marfim você pode usar chifre ou mesmo madeira de lei bem dura. Já que a madeira usada nas flechas é uma madeira leve, flexível e fácil de ser trabalhada, o nock tem que ser feito de uma material mais duradouro e resistente senão ele quebra com o impacto da corda e dos 150 libras. Você entalha na madeira um entalhe em forma de V e nele você ajusta o nock feito de chifre (ou marfim) colando-o. Você pode reforçar a junção dos dois materiais com um fio amarrado por fora várias vezes.

A abertura do nock deveria ser de tal forma que a flecha fica bem presa a corda.

As penas

em regra se pega penas de ganso, as de peru também servem mas são inferiores. Se usa as penas de vôo da asa. Para arqueiros destro de usa as penas da asa direita (mas isso não é regra absoluta - o importante é usar sempre todas as penas da mesma asa e não misturar penas diferentes numa mesma flecha.) de preferência usar para um set de 24 flechas penas de uma e mesma ave e mesma asa.

A pena é cortada ao meio, portanto, cada pena dá para duas unidades. Se a pena for grande pode até servir para quatro unidades. As penas tem um tamanho de 4 polegadas (10 cm). Normalmente se usa a parte mais forte da flecha, que é o meio dela.

As penas são cortadas no tamanho e forma adequada e coladas na flecha em forma espiral, com uma curvatura par a direita (arqueiros destro -  e para esquerda arqueiros canhotos). Isso faz com que a flecha gire no ar e diminui a resistência do ar e estabiliza a flecha no vôo. São usadas 3 flechas distribuídas assimetricamente por cada flecha. As penas são coladas na parte superior da flecha uma polegada afastadas do nock.

Depois de ter colado as penas elas são reforçadas e amarradas com um barbante a cada centímetro em forma espiral de ponta a ponta.

Os que querem ser muito 100% não colam as flechas e simplesmente as amarram com o barbante na flecha, isso possibilita ajustá-las no final da forma mais adequada (mas também é muito mais trabalhoso fazer desse jeito).

Muito importante ao marrar as penas é observar que as penas não se dividiam (ter fendas) assim perdendo sua função,

Outra coisa importante é observar que a pena líder esteja de tal forma alinhada com a fibra da madeira que caso a flechas quebre durante o disparo ela quebre para fora evitando cortar ou perfurar a mão do arqueiro.

 

Pontas

Atualmente se usa pontas de fábrica deitas de ferro ou cobre, elas são enroscadas na flecha, a flecha e apontada com um apontador e inseridas nas pontas compradas.

No Mary Rose provavelmente se usava pontas perfuradoras que eram longas e pontudas. As flechas eram apontadas e inseridas no cabo da ponta perfuradeira. em alguns casos se perfurava a flecha e inseria a ponta como um prego sem cabeça. Se prendia a ponta com na flecha usando como cola fuligem quente que quando esfriado segurava a ponta dentro da flecha eternamente (neste caso se tem que reforçar a madeira da flecha por fora com um barbante.)

 

Bibliografia

Roger Ascham. Toxophilus, Reprited by Scholarly Press, Inc, 22929 Industrial Drive East, St. Clair Shores, Michigan 48080, 1545.

Adrian Eliot Hodgkin. The Archer's Craft. Faber and Faber Limited, 24 Russell Square, London, 1951.

London Museum. Medieval Catalogue. \newblock HMSO Books, London, 1967.

Margaret Rule. The Mary Rose: the excavation and raising of Henry VIII's flagship. HMSO Books, London, 1982.